“Deus” é uma necessidade humana



 



Encontrar respostas. O homem tem buscado isso desde que se deu conta que evoluiu para um ser racional. Porém, encontrar o porquê para certas indagações começou-lhe a parecer difícil, algumas vezes impossível; muitos fatos e forças naturais estavam além das suas limitações de conhecimento. Do pavor diante do desconhecido e do anseio por explicá-lo surgem os deuses, “seres” em quem o homem encontrou todas as explicações que a lógica e a razão não conseguiam dar, em quem encontrou “amparo” nas suas tribulações e, muitas vezes, um “porto seguro” pós-vida. Crer em um ser superior acabou tornando-se uma necessidade humana.
     
Cada um com o(s) seu(s) deus(es), os homens chegam à era tecnológica ainda à procura de respostas e de conforto material e “espiritual”. Doutrinas, dogmas, profecias, escrituras, costumes... Uma religião não surge do dia para a noite, mas algumas se estendem através dos séculos e milênios devido ao embasamento de suas idéias. São necessários homens de intelecto diferenciado para se idealizar uma crença e transmiti-la a outros, porém é preciso uma visão atemporal para que essa fé não se limite ao seu povo e à sua época de origem. Exemplificando isso temos as cinco grandes religiões do mundo, a mais recente delas é o islamismo – que já tem mais de 1300 anos.
     
Crer ou não crer? Todos nós acreditamos em algo, entretanto algumas pessoas são mais suscetíveis à conversão; talvez por uma limitação racional; talvez por assim preferirem, para “não se sujeitarem” à finidade da vida; talvez por uma tendência familiar ou social; ou ainda para tirar proveito da fé de alguém. E quando se crê realmente em algo, aquilo se torna verdade absoluta e passa a reger tudo na vida do crédulo, mudando rotinas e pensamentos, fazendo-o defender veementemente seu(s) deus(es).
   
 Deve-se ressaltar a positividade das crenças na sociedade. Delas surgem a moral e os bons costumes, o correto e o errado, tudo provindo da teológica divisão entre bem e mal – mesmo que o “bem” de uns seja o “mal” de outros. Sem os benefícios desses conceitos, o homem ainda seria um “bruto” e viveria de acordo com a lei dos mais fortes. Vale lembrar que o conhecimento científico de que a humanidade hoje faz uso em muito se deve à religião e a alguns de seus adeptos; homens estes que, apesar de sua fé, se basearam na razão e no tangível.
     
Ao contrário do que possam interpretar, o objetivo deste texto não é reduzir qualquer religião, muito menos desmotivar a crença de ninguém. A fé no divino é um pilar importantíssimo no sustento das sociedades e a humanidade jamais encontrará todas as respostas que busca senão no culto ao supremo. Apesar de muitos se proclamarem ateus, o homem é incapaz de viver sem Deus.