Feliz plágio novo!



 



O ser humano desenha a vida fazendo analogia constante com tudo que o cerca, principalmente,  com os ciclos da natureza, comparando seus ciclos de vida: nascer, crescer, morrer. E na realidade somos apenas esse fenômeno de ciclos e fases, que devem ser minuciosamente aproveitadas com o “bem fazer”, de tudo que nos é oportunizado. Mimicamos expressões alegóricas e plagiamos sentimentos indefinidamente conscientes ou inconscientes disso. Esse procedimento de cópia está encravado em todas as culturas por séculos e séculos.

Copiamos e aprimoramos. E em se tratando de festividades, perseguimos sempre essa alegoria. Não há mais dúvidas que a maioria das comemorações cristãs são plágios de culturas pagãs e que essas substituíram o sentido fútil pela tentativa de confraternizar em grupos o hábito de partilha e amor ao próximo ditado por Jesus..Os povos pagãos já entendiam o tempo cíclico onde um espaço termina e outro começa  Ano novo, vida nova. Os gregos costumavam desfilar com um bebe representando uma nova entrada cíclica em homenagem ao deus Dionisius  que equivalente ao deus Baco dos romanos representava  fertilidade, deus do  vinho. Essas homenagens garantiam um novo e bom ciclo para a agricultura, boa safra. Nem todos os povos comemoram a entrada do ano na mesma ocasião. Os judeus, por exemplo, comemoram o Tishrei marcando o ano de 5770 para 5771 em épocas diferentes da nossa comemoração.
 
A etimologia da palavra janeiro vem de Janus , Januárius  em latim  com origem no vocábulo janua porta. O deus Jano   na mitologia greco-romana  era uma entidade bifronte, com uma face olhando para o futuro e outra para o passado. A comemoração ao deus jano foi oficializada em  46  aC  originada por um decreto de Julio  César. Esse calendário ” Juliano” foi instituído pela necessidade de uniformizar um calendário com os povos  anexados ao império romano.  A comemoração ao deus Jano se dava entre 25 de março até 1° de abril.  Esse calendário vigorou por 1600 anos. O calendário “Juliano” foi substituído pelo gregoriano em 24 de fevereiro de 1582 promulgado pelo Papa Gregório e foi adaptado nos paises ocidentais.

O calendário gregoriano com o nosso sistema de meses e anos é quase universal. Nessa evolução e adequação chegamos ao nosso Ano Novo ou Réveillon, vocábulo francês originado do verbo reveiller , despertar, e, certamente de etimologia latina, nos manda acordar para a vida. A expressão reveillon surgiu pela primeira vez em1762 e traduzia apenas uma refeição tarde da noite.

Faz bem ao ser humano ter ocasiões marcadas para comemorar junto esperanças de suplantar fracassos e de redesenhar sonhos ainda não alcançados.

Nas vésperas do Ano  Novo homens e mulheres são imbuídos de expectativas estranha.
 
Acontece um fenômeno parecido com  o  período de gravidez de uma mulher onde ela espera o termo daquela fase, para recomeçar a fazer tudo que lhe parece em suspenso, que ainda não fez, mas que fará após parto ...se Deus quiser. E Deus quer, e as oportunidades apresentam-se sempre claramente, nós é que, na maioria das vezes, intimidados com nossas inseguranças e incertezas deixamos essas oportunidades passar. Um Feliz Ano Novo  para todos  e em especial para os que desejam superar vícios. Lembrando que vícios, não são apenas as drogas, que consomem e destroem os viciados, mas a corrupção, o ato de ser tendencioso, mentiroso ou maledicente que é um vício horrível em que os viciados escondem-se com suas invejas atrás de máscaras de brincalhões inocentemente inconvenientes...

Que nesse Ano Novo nasça uma criança pura e feliz dentro de nossa alma pronta para viver bem com a transparência singela de outras almas afim.