Re-significando o passado-passado, mas não perdido!







Além de termos o poder de resgatar o nosso passado, vivendo-o através das memórias, ainda nos resta um poder maior, a saber:

De re-significar o nosso passado-passado, mas não perdido!

Acredito que esse conceito se encontra em Paul Tillich.

O nosso passado, ao contrario do que muitas pessoas pensam, não está totalmente petrificado, fechado para mudanças.

Ele não é imexível!

Podemos mudar o nosso passado, dando através dele e para ele, um novo significado para o nosso presente.

Redirecionando e redimensionado o nosso presente a parti das experiências do passado.

Ou seja, aprendendo com as experiências que tivemos em nosso passado, podemos tomar novos rumos.

Circunstancias que hoje vivemos talvez não se vivesse, se antes, não tivéssemos vivido-as no passado.

A vida realmente é uma escola, e isto não é um chavão!

Vivemos o presente, olhando e mirando no futuro, lutando para se alcançar o nosso alvo, mas sem esquecer também de olhar para o nosso passado, de onde tiramos aprendizados que dará significado ao nosso presente.

Exemplificando – como ex-professor de escola dominical, gosto de usar exemplos para explicar conceitos – é mais ou menos assim:

O rapaz por nome “A” foi no passado um viciado em drogas, no presente ele pode re-significar o seu passado, digamos “negro”, usando sua experiência dramática de drogado, para ajudar pessoas nas mesmas situações dele de outrora.

Ou seja, ele voltou ao passado e conseguiu através dele redirecionar o seu presente, dando vida a sua experiência ruim. Ajudando pessoas a saírem do mundo das drogas, pela sua experiência, acabou de transformar o seu passado outrora maldito, em benção.

O que o rapaz fez com o seu passado?

Ele não mudou as circunstancias, mas mudou o significado, dando sentido a uma situação passada e morta.

Portanto, como seres humanos de carne e sentimentos, frágeis e vulneráveis, temos necessidades subjetivas na nossa interioridade de vez ou outra, voltarmos ao passado, como um exercício nostálgico de deleite e ao mesmo tempo de profunda melancolia, de resgatarmos através das lembranças do nosso subconsciente, momentos, lugares e pessoas que nos foram especiais.

Porém, o mais poderoso significado e relevância é o de dar sentindo, razão e significado ao nosso presente, nos espelhando – seja para repetir algumas atitudes ou de não fazer algumas atitudes – no nosso passado já passado, mas vivenciado nas nossas mentes e atitudes.

Portanto passado é passado, e não volta mais!

Mas as experiências vividas nos darão o chão do presente, e nos empurrará para enfrentar o futuro.

Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém.