O Ministério dos Crentes adverte: Questionar pode ser prejudicial à sua fé






Certo crente admoestava seu irmão de fé com convicção, entusiasmo e até um pouco de orgulho enrustido:

- “Amigo pare de questionar! Esta história de ficar questionando isto e aquilo nunca termina bem. Já vi muitos irmãos fervorosos que começaram questionando o dízimo, por exemplo, e acabaram no final descrendo até da existência de Deus”.

Ao ouvir isto, imediatamente pensei em minha própria experiência pessoal e exclamei para mim mesmo:

“É verdade! Foi exatamente o que aconteceu comigo.”

Comecei questionando a utilização do dízimo pelos líderes de minha denominação, o que acabou levando-me a um estudo sistemático e aprofundado do dízimo na Bíblia, que por sua vez abriu-me os olhos para entender que a verdade não era exatamente aquela que meus líderes contavam.

Bem, mas isto não conseguiu abalar minha fé, pois entendia tratar-se de um aspecto puramente humano (visão administrativa) e até certo ponto periférico, pois em nada comprometia as colunas doutrinárias em que se fundamentavam a minha fé.

Porém, a coragem de dar o primeiro passo e questionar a "cartilha" oficial que havia recebido de meus orientadores, começou pouco a pouco diminuir em mim o medo que tinha de pensar de forma diferente do grupo. Afinal, desde a tenra idade havia sido doutrinado com a história da queda de Adão e Eva, cuja curiosidade e desejo de conhecer aquilo que Deus havia proibido tornou-se a ruína de suas vidas e a perdição deste planeta.

O passo seguinte foi começar a ler outros livros que não fossem apenas aqueles que minha igreja recomendava. Li um livro fantástico escrito por dois ex-pastores adventistas, Robert J. Wieland e Donald K. Short, chamado “1888 Re-Examinado” (disponível na íntegra para leitura no endereço http://www.adventistas.com/biz/1888_reexaminado/index.html ), e este fez com que eu percebesse algo que nunca antes ousaria desconfiar:

"Minha igreja e meus líderes estão escondendo assuntos importantes relacionados com os alicerces da minha fé."

Tal descoberta me deixou completamente transtornado. Eu amava aquela igreja, pois a tinha como a guardiã da verdade presente para um mundo envolto nas trevas do engano. Fiquei confuso e revoltado, porém guardei tudo em silêncio. Eu não podia comentar com ninguém o que se passava comigo, pois tinha medo de ser motivo de escândalo para outros irmãos. E não era para menos, pois sobre mim recaía o peso de ser adventista de berço (4ª geração de adventistas na família), graduado em teologia, professor de adultos e jovens, e líder destacado ocupando o cargo de primeiro ancião na igreja (cargo que equivale ao de um pastor na igreja).

Porém, no silêncio de meus pensamentos ecoava outro assustador e angustiante questionamento:

“O que mais eles estariam escondendo?”






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