Esse Deus morreu para mim!







Estou certo que o mundo adulto precisa enfrentar e resolver seus problemas e derrotas sem necessariamente apelar para Deus. Pois se o homem insistir em articular sua experiência com o transcendente como o Deus que faz milagres e resolve nossos problemas, atestará que Deus é fraco e sem poder no mundo. Esse Deus precisa ser morto.

Ainda que as estatísticas apontam para um aumento no número de pessoas que continuam usando Deus como um artifício para preencher o vazio de suas vidas, uma minoria anseia pela volta do modelo iluminista de repensar Deus. De abandonar esse falso conceito de Deus, que de Deus não tem nada, mas que é apenas mais um entre tantos ídolos. Ele precisa morrer.

O ídolo que as gerações passadas batizaram com o nome de Deus tem de ser esquecido, morto e enterrado, para que o homem possa retomar o caminho de encontrar-se com o Deus por ele ainda desconhecido.

Anseio por uma nova e radical ação de Deus. Como a que compreendeu Bonhoeffer como sendo o fim do Deus da religião. Onde o Deus vivo assassina o ídolo usurpador. Ou seja, face a indisposição do homem, Deus é responsável pela sua própria morte.

A morte do Deus ídolo é a única maneira de ter Deus presente. paradoxalmente, crer no Deus pregado pela igreja é viver como se Deus não existisse.

Esse é o Deus que nas palavras de Nietzsche tinha de ser morto.