Entrevista com Paulo de Tarso - principal teólogo cristão do primeiro século






Paulo de Tarso, principal teólogo cristão do primeiro século, graciosamente concedeu-me esta entrevista.

Ricardo Gondim: O senhor já se sente realizado ou que tenha alcançado seus alvos espirituais?

Paulo de Tarso: Não que eu já tenha obtido tudo… ou tenha sido aperfeiçoado, mas prossigo para alcançá-lo, pois para isso também fui alcançado por Cristo Jesus. (Filipenses 3.12).

Ricardo Gondim: Eu pensei que o senhor já estivesse acima desses pecados grosseiros que tantas vezes sou tentado: 

Paulo de Tarso: Sei que nada de bom habita em mim, isto é, em minha carne. Porque tenho o desejo de fazer o que é bom, mas não consigo realizá-lo. Pois faço não o bem que desejo, mas o mal que não quero fazer, esse eu continuo fazendo. Assim, encontro essa lei que atua em mim: Quando quero fazer o bem, o mal está junto a mim. (Romanos 7.18)

Ricardo Gondim: Impressionante, imaginei que o senhor resolvesse essas questões mais facilmente.

Paulo de Tarso: Esmurro o meu corpo e faço dele meu escravo, para que, depois de ter pregado aos outros, eu mesmo não venha a ser reprovado. (1Coríntios 9.27).

Ricardo Gondim: O senhor não acha que, como apóstolo, tem o direito de se orgulhar?

Paulo de Tarso: Se devo orgulhar-me, que seja nas coisas que mostram a minha fraqueza. (2Coríntios 11.30). Quanto a mim, que eu jamais me glorie, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, por meio da qual o mundo foi crucificado para mim, e eu para o mundo (Gálatas 6.14).

Ricardo Gondim: Mas o senhor é apóstolo… 

Paulo de Tarso: O Senhor apareceu a mim, como a um abortivo. Pois sou o menor dos apóstolos e nem sequer mereço ser chamado apóstolo, porque persegui a igreja de Deus (1Coríntios 15.8-9).

Ricardo Gondim: Espere um pouco, o senhor não se sente melhor do que as pessoas comuns, como eu e todos os que lhe lerão?

Paulo de Tarso: Esta afirmação é fiel e digna de toda aceitação: Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o pior. (1Timóteo 1.15)

Ricardo Gondim: Essa visão de si mesmo me parece bastante pessimista, porque o senhor se enxerga assim?

Paulo de Tarso: Mas por isso mesmo alcancei misericórdia, para que em mim, o pior dos pecadores, Cristo Jesus demonstrasse toda a grandeza da sua paciência, usando-me como um exemplo para aqueles que nele haveriam de crer para a vida eterna. (1Timóteo 1.16).

Ricardo Gondim: Como lida com sentimentos de culpa?

Paulo de Tarso: Uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que ficaram para trás e avançando para as que estão adiante,prossigo para o alvo, a afim de ganhar o prêmio do chamado celestial de Deus em Cristo Jesus (Filipenses 3.13-14).

Ricardo Gondim: Que conselho daria para as pessoas que buscam maior maturidade espiritual?

Paulo de Tarso: Tudo o que for verdadeiro, tudo o que for nobre, tudo o que for correto, tudo o que for puro, tudo o que for amável, tudo o que for de boa fama, se houver algo de excelente ou digno de louvor, pensem nessas coisas (Filipenses 4.8).

Ricardo Gondim: Fala-se muito em prosperidade nas igrejas evangélicas de hoje. Há alguma coisa errada com essa ênfase?

Paulo de Tarso: A vocês foi dado o privilégio de não apenas crer em Cristo, mas também de sofrer por ele (Filipenses 1.29). Trazemos sempre em nosso corpo o morrer de Jesus, para que a vida de Jesus também seja revelada em nosso corpo. (2Coríntios 4.10).

Ricardo Gondim: Muito obrigado, deixe uma mensagem final, por favor:

Paulo de Tarso: Vivam em paz uns com os outros. Alegrem-se sempre. Orem continuamente. Dêem graça em todas as circunstâncias, pois esta é a vontade de Deus para vocês em Cristo Jesus. Não apaguem o Espírito. Não tratem com desprezo as profecias, mas ponham à prova todas as coisas e fiquem com o que é bom. Afastem-se de toda forma de mal. Saúdem a todos com beijo santo (1Tessalonicenses 5.12-25).

Soli Deo Gloria.