O sacrifício de Jesus - uma montagem de crenças



 



O sacrifício de Jesus pela salvação humana é o resultado de uma montagem de crenças persas e romanas com profecias dos profetas hebreus. Nem a lei mosaica nem os profeta jamais previram a substituição dos sacrifícios de animais por um sacrifício de um homem deus. Segundo a chamada Lei Mosaica, os sacrifícios animais foram instituídos para serem observados "para sempre" pelos hebreus. Os fundadores do cristianismo é que criaram essa substituição, que ganhou a convicção da maior parte do mundo. Foi após a execução de seu líder, que os cristãos inventaram o sacrifício de Jesus em substituição aos sacrifícios de animais.

Nos dias do apogeu do império assírio, um profeta de Judá predisse o surgimento um rei, que derrotaria a Assíria e traria de volta o povo de Israel que havia sido deportado, reunindo-o ao povo de Judá e estabelecendo um reino eterno. Tudo isso haveria de ocorrer quando a Assíria entrasse na terra de Judá. Assim disse o profeta:

“Mas tu, Belém Efrata, posto que pequena para estar entre os milhares de Judá, de ti é que me sairá aquele que há de reinar em Israel, e cujas saídas são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade. Portanto os entregará até o tempo em que a que está de parto tiver dado à luz; então o resto de seus irmãos voltará aos filhos de Israel. E ele permanecerá, e apascentará o povo na força do Senhor, na excelência do nome do Senhor seu Deus; e eles permanecerão, porque agora ele será grande até os fins da terra. E este será a nossa paz. Quando a Assíria entrar em nossa terra, e quando pisar em nossos palácios, então suscitaremos contra ela sete pastores e oito príncipes dentre os homens. Esses consumirão a terra da Assíria à espada, e a terra de Ninrode nas suas entradas. Assim ele nos livrará da Assíria, quando entrar em nossa terra, e quando calcar os nossos termos. E o resto de Jacó estará no meio de muitos povos, como orvalho da parte do Senhor, como chuvisco sobre a erva, que não espera pelo homem, nem aguarda filhos de homens. Também o resto de Jacó estará entre as nações, no meio de muitos povos, como um leão entre os animais do bosque, como um leão novo entre os rebanhos de ovelhas, o qual, quando passar, as pisará e despedaçará, sem que haja quem as livre. A tua mão será exaltada sobre os teus adversários e serão exterminados todos os seus inimigos. Naquele dia, diz o Senhor, exterminarei do meio de ti os teus cavalos, e destruirei os teus carros; destruirei as cidade da tua terra, e derribarei todas as tuas fortalezas. Tirarei as feitiçarias da tua mão, e não terás adivinhadores; arrancarei do meio de ti as tuas imagens esculpidas e as tuas colunas; e não adorarás mais a obra das tuas mãos. Do meio de ti arrancarei os teus aserins, e destruirei as tuas cidades. E com ira e com furor exercerei vingança sobre as nações que não obedeceram.” (Miquéias, 5: 2-15).

E, nos dias em que Judá estava obrigado a pagar pesado tributo à Assíria para ser poupado da sorte de Israel, que vivia no exílio (II Reis, 17: 1-6), o rei Josias pretendia cumprir a profecia, mas morreu em uma batalha e não houve quem salvasse os israelitas (II Reis, 23). Doravante, os hebreus continuaram esperando que um dia esse rei surgisse. Poucos anos depois, tanto Judá quanto Israel caíram sob o poder de Babilônia (II Reis, 24: 7-14).

Até o cativeiro babilônico, o povo hebreu não conhecia a crença na ressurreição do mortos. Mas, vivendo vivendo entre os babilônios e depois entre os persas, eles adotaram a fé na ressurreição.

Como já foi dito a ressurreição dos mortos é uma doutrina cristã, herdada de judeus que, por sua vez, a incorporaram das crenças babilônicas e persas. Não é encontrada no livro da lei mosaica, não está entre os patriarcas nem entre os profetas, com exceção de Daniel, cujo livro, ao que tudo nele indica, foi criado muito tempo depois do cativeiro babilônico, e algum esboço em Isaías. Daniel é o único livro que tem uma linguagem bem parecida com a cristã. Isso nos dá a maior certeza de que a ressurreição é um produto da mente humana e não do deus dos hebreus, um ser onisciente que teria guiado um povo desde o começo do mundo.

Embora o Velho Testamento apresente casos de pessoas ressuscitadas, a lei mosaica não apresentou nenhuma promessa de recompensa em outra vida após a morte. A lei apresentou um deus severo, com promessas e ameaças nesta vida: “porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam” (Deuteronômio, 5: 9). E não prometia nada mais além do que se pudesse conceder aqui na terra: “Honra a teu pai e a tua mãe, como o senhor teu Deus te ordenou, para que se prolonguem os teus dias, e para que te vá bem na terra que o Senhor teu Deus te dá” (Deuteronômio, 5: 15).

Em relação ao pós-morte, encontramos algumas opiniões:

Jó diz: “Oxalá me encobrisses na sepultura e me ocultasse até que a tua ira se fosse, e me pusesses um prazo e depois te lembrasse de mim! Morrendo o homem, porventura tornará a viver?” (Jó, l3: 13 e 14). Era assim que ele cria: “...o homem se deita, e não se levanta: enquanto existirem os céus não acordará, nem será despertado do seu sono” (Jó, 13: 12).

Eis a resposta ainda mais clara: “Tal como a nuvem se desfaz e some, aquele que desce à sepultura nunca tornará a subir. Nunca mais tornará à sua casa, nem o seu lugar o conhecerá mais” (Jó, 7: 9, 10)

Salomão, se tiver sido mesmo o autor do Eclesiastas, não cria na existência de consciência após a morte; pois o livro atribuído a ele diz: Pois os vivos sabem que morrerão, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco têm eles daí em diante recompensa; porque a sua memória ficou entregue ao esquecimento. Tanto o seu amor como o seu ódio e a sua inveja já pereceram; nem têm eles daí em diante parte para sempre em coisa alguma do que se faz debaixo do sol.”(Eclesiastes, 9:5, 6).

A NOVA JERUSALÉM prometida pelo profeta Isaías ainda não continha nenhuma perspectiva de ressurreição dos mortos. Era muito diferente daquela apresentada nas visões de João no Apocalipse:

“Pois eis que eu crio novos céus e nova terra; e não haverá lembrança das coisas passadas, nem mais se recordarão: Mas alegrai-vos e regozijai-vos perpetuamente no que eu crio; porque crio para Jerusalém motivo de exultação e para o seu povo motivo de gozo. E exultarei em Jerusalém, e folgarei no meu povo; e nunca mais se ouvirá nela voz de choro nem voz de clamor. Não haverá mais nela criança de poucos dias, nem velho que não tenha cumprido os seus dias; porque o menino morrerá de cem anos; mas o pecador de cem anos será amaldiçoado. E eles edificarão casas, e as habitarão; e plantarão vinhas, e comerão o fruto delas. Não edificarão para que outros habitem; não plantarão para que outros comam; porque os dias do meu povo serão como os dias da árvore, e os meus escolhidos gozarão por longo tempo das obras das suas mãos: Não trabalharão debalde, nem terão filhos para calamidade; porque serão a descendência dos benditos do Senhor, e os seus descendentes estarão com eles. E acontecerá que, antes de clamarem eles, eu responderei; e estando eles ainda falando, eu os ouvirei. O lobo e o cordeiro juntos se apascentarão, o leão comerá palha como o boi; e pó será a comida da serpente. Não farão mal nem dano algum em todo o meu santo monte, diz o Senhor.” (Isaías, 65: 17 a 25).

Aí vemos que as promessas de Jeová, do Velho Testamento, não eram nada após a morte, mas prosperidade aqui na Terra. E a morte continuaria existindo como sempre.

No profeta Isaías, até já encontramos alguns textos falando de ressurreição, todavia não falam de uma ressurreição de todos os mortos e um juízo final como no Cristianismo: “Os falecidos não tornarão a viver; os mortos não ressuscitarão; por isso os visitaste e destruíste, e fizeste perecer toda a sua memória” (Isaias, 26: 14). “Os teus mortos viverão, os seus corpos ressuscitarão; despertai e exultai, vós que habitais no pó; porque o teu orvalho é orvalho de luz, e sobre a terra das sombras fá-lo-ás cair” (Isaias, 26: 19).

Lendo todo o texto, percebe-se que não estava o profeta falando de uma ressurreição dos mortos em um dia de juízo final como se fala no Novo Testamento; tanto que, ao se referir a Israel, fala que “teus mortos ressuscitarão” e, ao se referir aos inimigos, diz “os mortos não ressuscitarão”. Se o autor dessas palavras já cria que os hebreus fossem ressuscitar, achava que os outros povos não teriam ressurreição. Só posteriormente é que devem ter desenvolvido essa idéia de que os maus ressuscitam para serem punidos.

Por outro lado, apesar da crença expressa na lei mosaica, nos livros que seguem ao Pentateuco e na maioria dos profetas, a crença na ressurreição já aparece bem cristalizada em Daniel.

As profecias de Daniel apresentam coisas muito coincidentes com o cristianismo, e a promessa de recompensa após a morte e ressurreição. No último capítulo está escrito que, em sua última visão, disse ter recebido a mensagem angélica: “...descansarás, e, ao fim dos dias, te levantarás para receber a tua herança” (Daniel, 12: 13). Há informações de que os primeiros contatos dos hebreus com a crença na ressurreição dos mortos se deu sob os domínios babilônico e medo-persa. E o texto acima parece ter sido escrito nos dias da vitória de Judas Macabeu e restauração do santuário profanado por Antíoco Epífanes.

“O reino unificado de Judeia e de Israel teve o seu último período de esplendor com Salomão (século X a.C), após a sua morte foi o mesmo dividido. No final do século VIII a.C Israel foi conquistada pela Assíria, sendo muitos dos seus habitantes levados para a Assíria, tendo aí desaparecido, sendo hoje conhecidos como as dez tribos perdidas de Israel. O reino da Judeia manteve a sua independência a troco de um pesado tributo. Cerca de 150 anos mais tarde, os babilónios tomam a sua capital - Jesusalém -, e arrasam-na (586 a.C), levando consigo grande número de prisioneiros. No seu cativeiro na Babilónia os judeus absorveram aí muitos conceitos novos que vieram a incorporar no judaísmo: Ressurreição dos Mortos, Inferno, Demónios, Apocalipse, etc. Como dissemos, a partir de meados do séc.VIII a.C. o judaísmo entra num período de grande produção doutrinária, conhecido pela ‘tempo dos profetas’. Estes afirmam de forma clara a universalidade e unicidade de Deus.” (Carlos Fontes, Origem da Filosofia).

Está escrito que o próprio Jesus, para convencer os saduceus de sua doutrina da ressurreição, não apresentou nenhuma afirmação antiga que falasse diretamente dela, mas disse: “E, quanto à ressurreição dos mortos, não lestes o que foi dito por Deus: Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó? Ora, ele não é Deus de mortos, mas de vivos” (Mateus, 22: 31,32). Por que Jesus não citou Daniel?

Inicialmente, imaginei que o autor do evangelho de Mateus não conhecesse o capítulo final de Daniel. Mas, após adquirir mais informações, tomei conhecimento de que os saduceus sempre argumentaram que não poderiam aceitar essa crença, porque ela não faz parte da lei e das promessas de Yavé aos patriarcas. Ao que nos parece, eles não têm as profecias de Daniel na conta de palavras de Yavé. Assim, só mesmo esse argumento inconsistente poderia ser apresentado.

A grande diferença que os religiosos não vêem entre o Velho e o Novo Testamento é que, no Velho, Jeová prometia prosperidade aqui na Terra, e no Novo, Jesus prometeu recompensa após a morte e ressurreição.

Compare-se a Nova Jerusalém de Isaías (Isaías, 65: 17-25) e a Nova Jerusalém de João (Apocalipse, 21 e 22).

Entre outras diferenças, na primeira, haveria muita prosperidade, mas tudo dentro na normalidade terrena, com pecado e morte; na segunda, a imortalidade e a inexistência do pecado. Não percebem que a ressurreição foi introduzida nas cabeças dos hebreus em época bem posterior ao começo da formação da Bíblia. Aí está a maior prova de que a ressurreição não procede do deus dos hebreus, mas do pensamento de outros povos entre os quais eles viveram. É algo como o deus dos hebreus ter gostado do sistema de recompensa dos deuses babilônios e persas e adotado a idéia, como um melhor meio de fazer justiça ao seu tão sofrido povo, inclusive aqueles patriarcas e profetas que não tiveram em vida essa esperança.

Mas, vivendo entre os babilônios e depois entre os persas, eles adotaram a fé na ressurreição.

Além de a ressurreição ser uma fé comum entre os persas, o zoroastrismo persa acredita (a religião ainda está viva) em céu e inferno e num salvador (o Saoshiant, que nascerá de uma virgem, ressuscitará os mortos e presidirá ao Juízo Final).

Os gregos e romanos também tinham a crença em um deus, Dionísio, que teria nascido de uma virgem, teria sido executado e ressuscitado, tendo poder de dar vida eterna a quem nele cresse.

Durante os sucessivos período de submissão a outros reinos, os hebreus tinham promessas proféticas de que em pouco tempo seu rei salvador surgiria para estabelecer aquele reino eterno. Após viverem dominados pelos babilônios e pelos persas, os hebreus caíram sob o domínio grego.

Depois da morte de Alexandre o Grande, o império grego foi dividido, mas alguns de seus sucessores perpetuaram a humilhação ao povo de Iavé. Entre esses, Antíoco Epífanes, rei da Síria, profanou o santuário de Yavé, sacrificando sobre ele carne de porco aos seus deuses, fazendo "cessar o sacrifício e a oferta pelos pecados" que era rito diário no templo de Yavé, e ainda matou o sacerdote Onias, o sumo sacerdote "ungido" como autoridade máxima de Judá, uma vez que já não havia mais reis hebreus.

Conforme relatado nos livros dos Macabeus, Judas Macabeu venceu a guerra após a morte de Antíoco, restaurando o santuário. E ao povo parecia que dessa vez o reino hebreu floresceria e dominaria o mundo.

É provável que nos dias da vitória de Judas é que tenha aparecido a profecia dos capítulo 8 a 12 de Daniel, que fala de um rei surgido da divisão do império grego que destruiria o poder do povo santo, profanaria o santuário e mataria o "ungido", referindo à execução do sumo sacerdote Onias, mas depois o santuário seria restaurado, Yavé julgaria o povo assolador e aquele esperado reino hebreu seria estabelecido.

Como na época da profecia do ungido libertador nos dias da Assíria, desta vez o reino não pôde se eternizar, e, mal aquele povo se restabelecia da humilhação de Antíoco, vieram os romanos e dominaram tudo. Talvez seja nessa época que tenha aparecido o capítulo 7 de Daniel, capítulo esse até escrito em uma outra língua, o aramaico, língua que assumia o lugar do hebraico. No capítulo 7, novamente se fala de grande tribulação, "destruição do poder do povo santo", mas o autor do assolamento já parecia ser alguém do império romano, representado pelo quarto animal, o último dos poderes gentios.

Nos dias do império romano, vários heróis se levantaram pretendendo dar cumprimento às profecias libertando os hebreus, mas todos sucumbiram. Os próprios escritos cristãos registram que, além de Jesus, "Judas" e "Teudas" tentaram esse salvamento e morreram também (Atos, 5: 34-39).

À falta de registros sobre Yeshua (Jesus), nos vem até a hipótese de o nome "Yeshua" ou "Iesus" ter sido inventado para algum desses aventureiros posteriormente. Pois ninguém dos historiadores daqueles dias escreveu sequer uma linha sobre um herói judeu chamado Yeshua ou Yehoshua; além do que, segundo comentário que já li, nos manuscritos do Mar Morto há informação de que os essênios esperavam um salvador chamado Jesus. Como é muito evidente que os cristãos primitivos realmente tiveram seu líder executado pelos romanos, pode ser que eles tenham usado esse nome existente na crença dos essênios.

Acreditando na ressurreição dos mortos, doutrina assimilada dos babilônios e persas, crendo nas palavras de seus profetas, que prometiam um libertador, e conhecendo as crenças dos romanos, cujo deus havia nascido de uma virgem, sido executado e ressuscitado, e também adeptos da crença persa em um libertador que nasceria de uma virgem, ressuscitaria os mortos e presidiria o juízo final, esse grupo judeu com certeza passou a crer que seu líder era esse deus. Provavelmente, o próprio líder, na iminência da execução, tenha dito convictamente que ressuscitaria e voltaria para julgar todos aqueles que o levavam à morte e reinar com os seus seguidores.

Com toda essa base ideológica, esses religiosos passaram a pregar ao mundo que seu líder era o "cristo", correspondente grego do hebraico "mashiah", que significa "ungido", e que esse ungido iria ressuscitar e retornaria brevemente para aniquilar o Império Romano e estabelecer um reino justo, onde não haveria mais sofrimento; e posteriormente, devem ter mudado para a versão atualmente conhecida, de que ele ressuscitou alguns dias depois da sua execução. Evidência dessa progressiva mudança é a inexistência de qualquer registro na época a respeito de um povo que afirmasse que seu líder executado teria ressuscitado. Com o passar dos anos, escreveram muitos relatos que chamaram de "evangelhos" (“boas novas"), onde surgiram as curas de cegos, surdos, mudos, aleijados, endemoninhados (loucos), ressurreições de mortos, etc.

Sabemos que, se houvesse um homem capaz de fazer um cego enxergar ou um aleijado adquirir normalidade física, tais coisas jamais ficariam no anonimato. E ninguém fora do meio cristão conheceu tais prodígios, o que é mais uma evidência de que são lendas. Como nas profecias de Isaías há referência a uma virgem tomada por mulher pelo profeta e gerando um filho (Isaías, 7: 14-17), esse texto foi a base para o mito de que o referido ungido teria nascido de uma virgem (Mateus, 1: 23).

Como a referência a Antíoco nos capítulos 8 a 12 de Daniel fala da cessação do "sacrifício" e da "oferta de manjares" e morte do "ungido" (alusão à execução do sumo sacerdote Onias), criou-se a idéia de que aquele texto tivesse falando da morte de Jesus e que esse Jesus teria sido morto como um sacrifício pelos pecados do mundo e que o sacrifício de animais teria sido abolido com sua morte.

Em nenhum lugar nas escrituras sagradas hebraicas (lei mosaicas, profetas, etc.) há promessa de substituição dos sacrifícios de animais por outro sacrifício, mas os cristãos criaram essa doutrina e ela dominou o mundo. O sacrifício de Jesus pelos pecados foi simplesmente essa adaptação dessa diversidade de crenças com diversos texto descontextualizados. Aquele conceito primitivo de que para acalmar os deuses era necessário derramar sangue, levou ao outro, mais absurdo, de que o verdadeiro deus precisou de derramar o sangue do próprio filho para perdoar os pecados do homem.