Legalidade é espírito do Funcionalismo Judiciário






Legalidade é uma palavra muito importante na atual magia evangélica.

Toda hora ouço algum apóstolo ou bispo ensinando que é preciso ter legalidade espiritual, ou que alguém perdeu a legalidade, ou que haverá de obter legalidade.

Acho extraordinário: o mundo espiritual virou uma Assembléia Legislativa das mais meticulosas, e demanda que somente os seus Deputados Espirituais exerçam o mandato conforme a unção ou cobertura espiritual de alguma Potestade Apostólica.

Os apóstolos e os bispos são o Senado que outorga poderes legais aos deputados, e estes a seus inferiores hierárquicos.

Sem obediência a essa hierarquia de legalidade os demônios não se sujeitam ao indivíduo, e ele fica vulnerável, visto que está operando na clandestinidade, e sem a carteira validada pelas autoridades competentes, e sem passe atualizado, e que legitime a missão em curso.

Legalidade é o legalismo do poder exercido em nome de uma suposta autoridade espiritual que tem sua fonte no poder dado por Deus a seus representantes: o Senado dos Apóstolos e Bispos, e somente àqueles que estão andando conforme o último “mover legal”.

Legalidade é espírito do Funcionalismo Judiciário praticado como texto da Constituição da Republica Federativa da União Apostólica.

Legalidade é o recurso que os que se gloriam na carne, e se deliciam no controle de mentes fracas, usam a fim de manter a mediocridade sob satisfeita disciplina legal.

Legalidade, na verdade, é o escudo daqueles que tentam ser quem não são, e que se impõe não pela verdade do que são, mas pelos artifícios dos comandos transferidos supostamente de Deus para alguns marmanjos, que não seriam nada do que ostentam ser não fosse a cartorialização do mundo espiritual, e não fosse a máfia dos cartórios.

Legalidade é a definitiva supremacia de Roma, e de seu espírito legal, sobre a “igreja”, e seus juizes e patronos da legalidade.

O Senhor vê essa legalidade e diz: “As vossas legalidades são para mim como trapo de imundícia”.

Legalidade é a máscara de quem não tem nem autoridade e nem unção. Esses precisam de legalidade.