Como era o meu cristianismo a-religioso antes de me tornar ateu



 



O Cristianismo dos cristãos a-religiosos atuais atualizados é o aprofundamento do ir além mais dos limites engessados pela a-culturação dos antigos e enrijecidos valores da valorização dos estatutos do status quo, sendo a marca marcada nestes, a ousadia de viver sem mecanismos da mecânica culpabilizadora e melindrosa do medo, neurotizando o existir, impondo e sobrepondo a essência do ser, pela maquiagem do aparentar ser.

Enxergamos vendo através do olhar refletido no espelho a imagem de nossa crença descrida, mas acreditada,  vivenciada na vida a nossa vida vivida como se o Ser supremo não existisse, mas existindo em nossa existência, permeado nossos valores de valorização, embebedando-nos de sua imanência, em nós refletindo no outro o seu reflexo da refração da transcendência humanizadora.

Fé profundidadora ressurgida na ressuscitação incorporada e fortificada no desafio desafiante de ter que ser sem ser e ao mesmo tempo em que deixa de ser, apenas nos ambientes climáticos e supersticiosos da superficialidade artificializadora dos caminhos nos caminhos caminhadores religiosos.

Onde não há determinações de fora para dentro, mas de dentro para fora, aflorando no determinante determinador individuo que determinam quais serão as suas determinações para determinar a sua determinação.

A corrupção do ser não impedida pelas mecânicas religiosas, não impedirá tais impedimentos no interior, pois por mais fortes que sejam as amarras para se amarrarem os indivíduos, contudo, mesmo nas amarrações do externante exterior, a essência continuadora e diferenciadora não será presa, pois está condenada a ser o que se é, mesmo não sendo apercebida pela percepção do individuo, mudada na configuração da imagem religiosa.

O caminho mais excelente sempre será a excelência da consciência, mesmo que seja esta corrompida pelo ser e/ou meio que se vive, mas ainda sim é a consciência da essência essencializadora da substanciação do profundo e oculto, mas que vai gradualmente se revelando nas revelações do espelho do outro, pois o que se é, é, e a dignização do a-religioso é ser quem ele é, reconhecendo o seu ser nas misturas miscigenada da religião, sem perder sua alma da essenciabilidade.