Colônias do Paraíso



As Lendas de Ekklésia - O Reino




Num lugar não tão distante daqui, havia um povo feliz. Eles eram herdeiros de um Reino Encantado e Maravilhoso. Era uma Cidade-País onde o sol não tem lugar de ser, pois o próprio Criador deste Reino é seu Sol de Justiça. A Cidade é como uma fortaleza intransponível, cravejada das mais belas pedras afogueadas e seus portões são como grandes e inigualáveis pérolas. Por detrás desses portões, há ruas de ouro puro, rios claros como cristal.
Os futuros súditos e cidadãos desse paraíso vivem felizes por saberem que um dia, gozarão de todo o esplendor dessa derradeira morada.


Começaram então a fazer no mundo onde estão colônias desse paraíso achado. Não eram todos ricos e abastados, mas tinham tudo em comum. Repartiam bens, comida, bebida, heranças e, sobretudo o Amor. Amor esse que herdaram de seu futuro Rei.

A cada dia esse povo feliz vivia crescendo, pois os povos e as nações dos países vizinhos, quando percebiam sua unidade, seu regozijo e Amor, migravam para tornarem-se futuros cidadãos desse Reino Feliz.

Os membros desse povo, homens e mulheres honrados, lutavam unidos para manter santa a proposta do Reino. Muitos deles, por amor à promessa foram aprisionados, açoitados, mutilados, mortos e injuriados pelos homens vis que pertenciam a outros reinos e não queriam perder seus súditos.

Mas como num milagre incomensurável, a cada cidadão morto, outros tantos surgiam em seu lugar. Como brotos místicos de árvore mágica davam cada vez mais frutos e estes eram; amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança...

Então os homens maus de outros reinos perceberam que a violência não tinha assim tanto poder contra esse povo, pois a cada afligido, mais surgiam em seu lugar. Estavam então os inimigos gerando sem saber, mais prosélitos para esse povo santo.
Criaram um estratagema infernal. Decidiram então infiltrar-se nesse povo. “Converteram-se” e introduziram seus espias nessa gente tão feliz e amável.

Pouco depois eram milhares e milhões, mas foram pouco a pouco sucumbindo às paixões dos reinos malignos. Criaram uma sucursal humana do Reino aqui na Terra, mas com suas próprias leis, com seus próprios costumes e por fim, seus próprios deuses e reis.

Centenas de anos se passaram até que a água pura voltasse a jorrar, pois os sonhos do Rei Eterno não podem morrer. Os verdadeiros súditos do Reino de Ekklésia mão sucumbem facilmente ao mal.
Eles vieram à tona as dezenas, depois as centenas até que se tornaram mais uma vez milhares e milhões. Livres afinal!

Mas estavam feridos, não eram como seus encentrais que foram livres diretamente pelo Rei, mas foram submetidos a tantas sandices que precisavam de novo experimentar da água pura e limpa que jorra do Trono.

Hoje, depois de milênios, ainda marcham na Terra, ainda usam vestes brancas, ainda aguardam seu Rei e esperam pelo Seu Reino. Estão espalhados em cada reino, em cada tribo e em cada rua... em breve, estarão em cada lar... disseminado a pureza, a felicidade e o Amor. Fazendo dessa Terra filial do Reino Encantado, mesmo sem um palácio físico, ou uma sede política, mas possuindo um Brasão Real em cada coração.

Os cidadãos de Ekklésia podem ser mortos, mutilados, espalhados e feridos, mas nunca vencidos. Esperam hoje por seu Rei, como esperavam há milênios antes. E o sonho de um Rei não morrerá facilmente. Os sonhos de Deus, menos ainda.