Deus é um bundão – Passos para ensinar Deus a ser Deus


Tudo bem que criticar a igreja é uma tarefa batida, mas que esse deus que a igreja diz seguir é um bundão não podemos negar.

Fica pedindo uma força pra tudo que supostamente já vai fazer. É um tal de ter de orar para que o irmão seja curado, e depois dar a desculpa de que essa não era sua vontade no fim das contas. Diz ter de fazer campanha para que recebamos carros, casas e no fim... nada; supostamente não era da sua vontade.

Dizem alguns que basta pedir com muita vontade, algo como um enredo de livro de auto-ajuda, que o univer... deus fará com que as coisas aconteçam afinal, um pai que tem um filho mimado dará tudo que o infante pedir.

Alguns chegam até a desconfiar, mas ameaça de morte eterna é algo sério a se considerar. Já pensou? Não seguir o que a igreja está dizendo sobre esse deus e correr o risco de uma morte eterna? Melhor seguir esse deus nessa atual conjectura do que aquele que condenava a televisão há uns tempos atrás.

No fim deus é aquele cara que para curar o tédio faz apostas com o diabo. 

Em minha caminhada espiritual, há uns trinta e cinco anos evangélicos e mais uns vinte e cinco católicos mezzo a mezzo, tenho me debruçado na tarefa de ajudar a Deus. Algumas vezes mais enfaticamente e outras nem tanto. Você e eu sabemos como Deus é relapso, às vezes beirando a incompetência e em outras, a displicência. Sendo assim, precisamos nos empenhar, assumir compromissos, armar esquemas, bolar todo tipo de planos, projetos e propósitos mirabolantes, manipular as pessoas, geralmente um bando de idiotas e tudo mais, já que o Criador não se mexe.

Agora cansei. O velho que se vire sozinho. No máximo, farei o que ele mandar e só.

Adoro ler programas de encontro de pastores, cursos da família e todas essas porcarias. Bom, é raro, mas até participei de alguns muito bons. Mas geralmente, é pura perda de tempo e dinheiro. Descobri que posso imaginar o valor da coisa olhando para as propostas, sempre recheadas de propósitos, prosperidades ou sucessos. Incrível! Mais de noventa e nove por cento das vezes, os caras se propõem a ensinar Deus a fazer o trabalho dele. Deus é mesmo um bom baiano. Deita na rede ou em berço esplêndido e deixa tudo por conta da pastorada, dos psicólogos e dos marketeiros. Se nada der certo, chamem os teólogos e os advogados.

E as pessoas então, tal como você e eu? Fazemos tudo que dá em nossas telhas ou poucas telhas e ainda oramos: Senhor, abençoe esse negócio que estou fazendo. Grande!

É um tal de quatro passos, nove passos, três passos para não sei que, ou como fazer isso e como fazer aquilo que não acaba mais. Sem falar em regras e mandamentos. Aí a porca torce o rabo para nunca mais distorcer.

Tô fora!


Obs. – Essa postagem é a junção de dois textos dos autores Raphael Rap – Rapensando   e   Lou H. Mello – A Gruta


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