Voltando ao início de tudo



Breves considerações por Marcelo Quintela

Para que os discernimentos e as advertências promovidas continuem a nos servir de balizamento no percurso histórico dessa jornada, é que trago à lembrança uma síntese pragmática e elementar (conforme está latente em minha mente), que não pretende ser nada senão um resumo condensado do conteúdo de tudo – para que nada seja esquecido e nem empurrado para o fundo da gaveta da nossa conveniência. 

“O Sonho virou realidade, mas nós ainda não nos tornamos em realidade no Sonho!”

“Desconstruir” é fácil, derrubar tudo que não serve é só uma etapa primária, não é a finalidade e nem onde se quer chegar. A OBRA é CONSTRUIR segundo o Evangelho!

Mudança de lugar e/ou mudanças de hábitos nunca constituíram CONVERSÃO! Essa não é a Revolução! É, por vezes, só um frison conveniente ou um comportamento reativo pouco conseqüente.

As liberdades só serão sadias se NÃO forem cultuadas. O Culto à Liberdade é pagão e leva rapidamente à tirania e ao flerte com a libertinagem. Liberdade e reverência ao próximo têm que andar de mãos dadas!

Timidez excessiva, temores “politicamente corretos”, inadequações, vitimizações decorrentes dos traumas religiosos passados, medo de assumir a “breguice” do testemunho público e divagações intelectuóides são, dentre outros, entraves à manifestação dos dons do Espírito a serviço do Reino no mundo!

É fato que o Caminho não faz marketing de si mesmo, todavia por vezes fica óbvio que “a mão esquerda não vê o que a mão direita anda fazendo, porque a mão direita não faz NADA mesmo!”.

Portanto, deve-se recuperar a ousadia nas Ministrações e Serviços - e não entregar os direitos de primogenitura aos “lobos” que se apropriaram das terminologias e simbolizações – reafirmando, então, o significado original daquilo tudo, conforme o Evangelho e a Igreja Primitiva: As disciplinas espirituais que fazem bem à alma que não faz negócios com Deus; os “surtos” de obediência à Voz; as contribuições financeiras espontâneas, responsáveis e alegres e a fé na operação de milagres, dentre outras.

Tem hora para psicanálise e tem hora para aconselhamento fraterno e pastoral; tem situação para medicação e tem situação para ungir o doente em oração; tem caso para encaminhamento profissional e tem caso para expulsar o mal em nome de Jesus! (E agora?)

Na mentoria comunitária, quem não incorporar as qualificações do episcopado descritas em I Timóteo 3 acaba encarnando as malignidades reveladas em II Timóteo 3. Ou seja, quem não é “bispo”, vira “bicho”!

Quem leva a sério ou deseja participar, antes medite e veja se é nesse Caminho que você deseja andar.