Os “Evangélicos” e seu Marketing da Salvação



O ativista religioso é um eterno apaixonado. Ou não? Bem, o que sei na verdade, é que essa atração do discípulo pela busca incessante do diferente, na ânsia de vê-lo se fundir com seus princípios dogmáticos, é tudo menos amor. Pode ser, quem sabe, uma neurose compulsiva.

A pessoa dominada pela compulsão usa seus critérios e valores sagrados, como aquele membro de um partido político (o PT?) que deseja se eternizar no poder, e, quando não consegue o seu intento, passa a rechaçar até mesmo parentes próximos e amigos que se debandaram para outra facção política. E isso, funciona no meio religioso desde os tempos remotos.

O líder de uma seita religiosa, em suma, é movido por esse propósito: o de ver as “almas aflitas” repetirem o padrão que acontece em sua casa.

“Todo fundamentalista é, a ferro e fogo, um “altruísta”. Está tão convencido de que só ele enxerga a verdade que trata de forçar os demais a aceitar o seu ponto de vista... para o bem deles! Há muitos fundamentalismos em voga, desde o religioso, que confessionaliza a política, ao líder político que se considera revestido de missão divina. Eles geram fanáticos e intolerantes.” (Frei Betto)

O emblemático vídeo (trágico-cômico) que trouxe à tona, foi motivo de três ou quatro postagens recentes em sites da blogosfera cristã.

Após assisti-lo, fiz logo minha tradução: ali estava uma “piedosa missionária” tentando salvar, relutantemente, uma alma para Jesus — evidenciando a tradicional abordagem “cristã” adotada para a conquista de fiéis no fervilhante e insano mercado gospel. São tantas as denominações evangélicas, que já existe “crente” pregando para “crente”. (rsrs)

Mas como tudo na vida tem seus limites e, na “religião” também, a pastora do vídeo, como humana, não pode ser demasiadamente tolerante com o “crente desiludido” que, após intoxicar-se de tantas experiências igrejeiras infrutíferas, decidira encerrar seu périplo pelos salões templários, salões esses, que mais parecem um “grande sanatório geral”.

A “pastora” com seu “discurso-cliché”, fez de tudo, a fim de contabilizar mais uma alma para aumentar o seu quinhão em um latifúndio celestial adquirido à custa de muitos sacrifícios. Mas, no final, quando descobriu que estava diante de um pessoa que não seguia a sua instituição religiosa (um herege), não titubeou em usar a Súmula Teológica de São Tomaz de Aquino para os hereges: 

“Depois, todavia, se o herege ainda se mostra pertinaz, a Igreja, já não tendo esperança de sua conversão, provê a salvação dos outros, separando-o da Igreja por sentença de excomunhão, e em seguida abandona-o ao juiz secular, para ser morto.”