O mercado da fé e os tele-pastores

Por Franklin Rosa

Mercado é o espaço (físico ou virtual), onde acontecem as relações de oferta e procura.

Entra nessa relação também um fator fundamental que chamamos de “marketing ou mercadologia”, estudo sobre o mercado avaliando o que deseja o consumidor e quais os meios que o produtor deverá desenvolver para que a relação seja estabelecida, processo pelo qual se faz a interação do produtor com o consumidor para que ambos tenham suas aspirações atendidas.

É justamente com essa filosofia pragmática que a religião tem se associado há muito.

A isso denominamos “MERCADO DA FÉ”.

Existe nessa relação os “produtores da religião”, que cada vez mais procuram adequar-se a satisfação do cliente, e em contra partida existem também os consumidores que cada dia mais se tornam insatisfeitos gerando assim um outro fenômeno que denominaremos de “capitalismo religioso”.

No capitalismo religioso os clientes são vítimas de si mesmo devido a sua constante insatisfação, por sua vez os fornecedores de religião tornam-se os “capitalistas selvagens de plantão”, esperando uma oportunidade para que os fins lucrativos sejam canalizados exclusivamente para suas “patentes religiosas”.

A reportagem do Fantástico de trinta anos atrás, descreve bem essa relação de oferta e procura religiosa com os tele-evangelistas.

É óbvio que não somos contra a “divulgação” massificada da mensagem do Evangelho, e aos bons exemplos de líderes sinceros que tinham o desejo nobre de que Cristo fosse pregado até os confins da terra.

Somos contra sim a “umbificação” (processo no qual as motivações são exclusivamente voltadas para o próprio umbigo), e desde que essa divulgação massificada não se torne um fim em si mesmo e sirva para retro-alimentar as ambições pessoais de seus idealizadores, façamos com equilíbrio e de forma saudável.

Vale a pena conferir o vídeo da reportagem profética do Fantástico de trinta anos atrás.

Fantástico: Uma Voz Profética a Trinta Anos Atrás