Amuletos, Talismãs e Simpatias Evangélicas


(Hb 11:1) “Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não vêem”.

É apelativa a forma com que alguns círculos religiosos evangélicos praticam sua fé.

As receitas e badulaques são as mais variadas e criativas possíveis, e vão desde o sal consagrado, o sabonete ungido a terra santa trazida de Israel, até onde a imaginação dos gurus espirituais alcançam.

Não pretendemos ser extremistas à respeito do assunto, porque sabemos que às vezes e tão somente às vezes (muito dificilmente, o Senhor na sua infinita sabedoria possibilita que alguém alcance o milagre através destes instrumentos cf. registrado nas escrituras (At 19:12) (Ex 14:16) (Jo 9:6,7).

O grande problema porém, está em fazer de experiências isoladas das escrituras, doutrinas fundamentais da teologia e prática da fé cristã.

Isso é um absurdo! Não podemos dogmatizar o assunto e torná-lo produção em série como se vê hoje em GRANDES EMPRESAS ESPIRITUAIS EVANGÉLICAS, somente porque alguns fiéis receberam a graça desejada.

Algumas pessoas poderiam até perguntar:”Como você explica então, pessoas que foram curadas pelo copo com água em cima da televisão abençoado por uma oração”, ou então, por estes objetos ungidos? E eu diria:”O grande problema não é explicar a pessoa que alcançou o milagre (porque a graça de Deus pode operar segundo Seu Querer isto), e sim explicar as milhares de outras experiências semelhantes que não alcançaram o que foi prometido e se frustraram.

É fácil, cômodo e desonesto fazer marketing de uma experiência isolada e jogar isso na mídia para que outros desavisados e vítimas da sua própria necessidade se sintam motivados a fazer a “Campanha do Rolando Lero” (Aquele personagem astucioso da escolinha do professor Raimundo) quando na verdade isto não passa de acerto por amostragem:”É 1 em um 1.000.000 que alcança o que desejou”.

E o mais repugnante de tudo isto é a famosa frase que estes larápios espirituais dizem quando a pessoa não obteve o que eles prometeram: “Só depende de você/Você não teve fé para receber/Será que não tem nenhum pecado escondido na sua vida?

Ora,é inconcebível aceitar a idéia de que fomos libertos da escravidão do pecado, de satanás, dos dogmas do romanismo com seus fetiches e subterfúgios, para agora ficar cativo de sal grosso, fita escarlate ungida e demais bugigangas que chamam de ponto de contato ou ponto de fé, que não passam de artifícios religiosos.

Não é de admirar se daqui a algum tempo, alguém aparecer com um pedaço original ungido do SANTO SUDÁRIO para fazer campanhas do PASSE PODEROSO em sua Igreja.

Será que nós cristãos evangélicos, estamos nos deixando seduzir pela cultura folclórica romanista cheia de crendices, e estamos retrocedendo na nossa fé cf. escreve o autor da carta aos Hebreus em (Hb 10:38)?

O texto diz claramente que viveremos por aquilo que cremos e não por aquilo que vemos.

No início do século XVI ocorreu a reforma protestante, porém agora, estamos precisando de uma regeneração evangélica (nascer de novo), e sermos livres da teologia pragmática, hedonista e subjetivista que tem influenciado o evangelicalismo brasileiro.

Concluindo: “Desejai afetuosamente, como meninos novamente nascidos, o leite racional, não falsificado, para que, por ele, vades crescendo” (1 Pe 2:2) ,”para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo vento de doutrina, pelo engano dos homens que, com astúcia, enganam fraudulosamente” (Ef 4:14).